São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Quando o amor transforma-se, Quando o amor transcende

Eu poderia me arrepender de tudo, de todas os dias em que te amei, que derramei lágrimas desejando estar perto, de todas as vezes em que senti as consequências dos nossos erros rasgarem minha carne. Eu poderia gritar aos setes ventos os seus defeitos, os teus erros, as tuas displicências, as tuas indelicadezas com o meu coração. Mas o tempo, meu bem, gastou minha raiva, minhas mágoas. Gastou você, gastou a gente. Gastou a parte de mim que importava-se com algo, gastou o meu amor por ti.
Meu coração que não quer viver batendo lentamente, tem avidez por amor e onde ele vai o acompanho, ele mudou-se da sua casa, encontrou paz nessa completa confusão, encontrou um ninho, encontrou um alguém, um outro coração e um cafuné pra me adormecer - gastou meu ódio!
E é assim, é assim que a vida é, um amor é a cura do outro e o outro é a esperança de que se finde a dor. Que se multipliquem os beijos, os sorrisos, os cafunés... Que se triplique o amor. O amor começa, o amor pode se transformar, os relacionamentos podem acabar e nós ficamos! Ficamos aqui a espera de novos rumos, novos amores. E como odiar o que em sua grande parte nos fez bem? Os fins... os fins, são anulam os começos, os meios! É o "e foram felizes para sempre" - juntos ou separados! E a vida me ensinou a simplesmente ser feliz com ou sem você, estou na segunda opção, graças aos deuses.


Amor próprio


Quem poderá me amar tanto quanto eu? Quem poderia conhecer tão bem dos meus medos? Quem estaria tão familiarizado com cada curva do meu corpo, que não seja eu? Quem poderia, mesmo que aos poucos desconstruir e destruir as amarras. Amando-me e compreendo-me ao natural? Quem poderia me acompanhar na busca de estar e ser mais feliz? Quem poderia ser tão minha assim? Ninguém além de mim. 


Com todo o meu amor,
De: Mim
Para: eu mesma.








terça-feira, 12 de novembro de 2013

Desabrochar

Entender a vida e os propósitos de cada coisa é uma missão mais que difícil pra mim, ser humano falho, que precisa evoluir. Tenho um milhão de defeitos, tenho pouquíssimas qualidades e quem gosta de mim, gosta do que vive internamente em mim e aos poucos se expõe. O processo de desabrochar sua própria essência, exige coragem. Encontrar-se é um processo de construção [e desconstrução] infinito. Durante as madrugadas em que não durmo, choro e rio, lembro e me arrepio a pele. Que bom lembrar do passado, que bom não estar mais nele. Que bom ter vivido, me apaixonado, amado, sofrido como toda gente, de maneira tão única. Que bom ter superado. Que bom saber que posso amar você, assim, pra me deixar feliz e depois chorar feito louca minhas lágrimas de maquiagem escorrida, preta e cinza. Destruir-me como a folha que escrevi nosso nome. E reconstruir-me com a mesma intensidade infantil de quem eu tive que ser pra chegar aqui. 



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"É a vida, é bonita e é bonita"


A vida tem passado rápido demais e temos aproveitado de menos. É muita avidez pra  poucas horas, são muitas vontades pra pouco tempo, é muita pressa pra se ter paz. As coisas passam, os momentos acabam e se você puder ao menos notar a importância disso ainda quando em curso... Às vezes, sinto umas saudades enlouquecedoras de gente que me fez sorrir, que carregou minha bolsa no ônibus, daquela velhinha que me encontrou na rua e me contou tudo sobre a vida dela, do moço de dreads que mora na rua lá na beira-mar que sempre dá um tchauzinho quando passo no circular e com o qual a rotina nunca me me permitiu conversar, do Pedrinho do metrô que tinha 5 anos e me faz refletir até hoje sobre minha vida inteira, das pessoas que amo, das que gosto e das que eu amo sem gostar, das pessoas que passam todos os dias na minha vida, das que ficam e das que convivo diariamente e das que, de repente, a vida tratou de levar pra longe do meu corpo, mas que permanecem comigo e que vez ou outra, imagino encontrar por aí, por coincidência. Saudades do infantil V, minha primeira paixão, e de todas as outras paixões que eu tive na vida [risos] e da última, que eu tenho saudade de perto e tenho saudade de longe. Do pessoal da escola, do pessoal da rua, ando com saudade até de mim e me surpreendo de já não ter mais saudade de algumas coisas, de algumas pessoas e com um orgulho bom vejo que aos poucos vou aprendendo a necessitar só de mim e a querer por perto quem assim também deseja, e por incrível que pareça tem gente que deseja rs! A vida segue, eu sigo e comigo tudo o que é/foi bom.  E pra cada fim, a continuidade absoluta e inquebrável do recomeço, uma nova etapa, novos horizontes, novas pessoas, novos olhares, novas conquistas, novos motivos pra nutir minha felicidade... Guardando com amor, carinho e gratidão o que é antigo e faz bem. Abraçando com sinceridade todos os desafios que me esperam! ♥ :3


E COM TUDO E POR TUDO, UMA IMENSA VONTADE DE FALAR UM A UM O QUANTO SÃO IMPORTANTES! 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Você.


Em um, dois, vinte anos?
Quando você vai embora?
Quando você vai me deixar?
Só me diga se pretende ficar!
Por favor me avise quando chegar a hora!
Quando vai e quanto vai doer.
Me diga, pra que eu me prepare, ensaie na frente do espelho:
AH, CLARO, TANTO FAZ. MAS VÁ E NÃO VOLTE! EU SEMPRE TE ODIEI.
É mentira, sim, mas quem vai saber?


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Resquícios de você


Chegou.
Sorriu.
Leu.
Encantou. 
Amou. 
Inundou.
Roubou.
Mostrou.
Brigou.
Refletiu.
Brigou.
Desculpou-se.
Rasgou.
Destruiu.
Quebrou.
Estraçalhou.
Vitimizou-se.
Amou.
Pisou.
Passou pelos restos de mim no chão com um sorriso radiante no rosto e na mão uma outra mão.

Livre.

Era sólido e dissipou-se no ar.
Uma canção que a vida fez silenciar.
Era um grão que o vento quis levar.
Mas esse sonho livre de viver mil amores e desembarcar no porto em que as extremidades do teu corpo clamam por prazer, faz parte, meu amor, da natureza desse ser.
Eu disse que você se apaixonou na hora errada, mas existe hora pra se apaixonar?
Se no mar que tu navegas já vivi uma eternidade,  tu foste como a água salina que invade os meus pulmões. Queima.
Me afogo.
Mas respirar é tão instintivo, meu bem, que nem notei que você estava ali, até o dia em que me sufocou.
Eu até gosto de sofrer assim, mas esse tal amor que sentes é muito pra mim.
Eu já te disse que não penses que descarto o teu amor por outro, por aí.
Mas é que nem só de amor vive o homem que sabe por onde ir.
Nas extremidades do conflito, tão promíscuos meus pensamentos sobre o meu corpo.
Nas extremidades das relações, do coração, falta de razão.
Tão extremo que rasgou a goela, pulou do barco, fugiu das mãos como um sabonete velho, foi embora e morreu sem ar.

Meu bem, meu amor, meu neném. Um clichê.


É tão tarde pra tentar te esquecer.
É tão tarde pra tentar não te querer.
Tão mais tão tarde pra tentar não sofrer assim por ti.
"Mas todo sofrimento um dia tem fim".

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nota mental:



"Atrações físicas são comuns, conexões mentais são raras."
Cecilia Meireles

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Impulsos de felicidade

Se der vontade, vai embora, chuta o balde, encontra teu próprio aconchego, do lado certo, do lado oposto, do avesso, vai saber, qual o lado que te apetece.


Pequeno Pássaro

Eu posso ouvir teu pranto, tua infelicidade.
Que cresce e transborda, de dentro pra fora.
Que triste essa música, meu bem.
Teu olhar antes tão vivo, agora inunda de rancor a vida de quem é feliz.
Quem te fez tão triste?
O que fizeram com esse corpo, que anda oco, de onde posso ouvir o eco do teu coração.
Tum, tum, tumm. Não chores. 
Me dá a mão, deixa eu te guiar.
Não te aflijas se tudo que fizestes foi amar.
Que pecado a nisso, meu amor?
Quem encheu tua cabeça com essas palavras soltas, com todo esse ódio?
Que peso tem a sua alma...
Ela não dança mais. Ela não salta mais. Ela não vive e nem sorri.
Liberta tua felicidade, que anda presa, enquanto você tu te faz refém dos teus próprios medos.
Voa, meu amor.


Só em saber...






..

...que não se precisa ser o que os outros querem pra você,
só em se querer, como quem se quer mais pra si, que pra mais ninguém,

só de estar mais em si que em qualquer lugar, em qualquer beco que se possa imaginar,
só de se permitir amar qualquer alma, em qualquer corpo, por mais louco que pareça ser,
só em partir do porto mais seguro, sem saber onde se quer chegar (deixa a lama, se não tem grana, canta! ),
só em se não ter medo, da rua, da lua, da vida, e do amor,
só em não ter medo de ter prazer, de gozar, de ser sexy, de ser gente,
só de massagear o próprio ego, antes mesmo que alguém o faça (você é linda antes mesmo que alguém se dê conta disso),
só de se viver em paz interna e em plena confusão mundana,
só de se dançar um reggae, ouvir um rock, pagodear a tarde, sambar a noite, adormecer em bossa-nova, sabendo que o importante é acordar cantando,

só de mostrar o corpo sem culpa, sem forma, sem placa de sinalização,
só em aprender a cuspir as maldades alheias, pra que não envenenem o coração, e esculpir a felicidade no barro do quintal, sozinha ou não,


já se vive mais feliz.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Melancolia no Baú


Cadernos. Arquivos. Anos-luz. Adolescência.

E achei dentre outras coisas escritas, um amontoado de palavras que me remeteram a um passado nem tão próximo ao ponto de lembrar-me claramente, e insuficientemente distante pra que tenha sido apagado. Me identifico em frases soltas, muitas vezes sem nexo, de uma menina assustada, triste e carente, um coração ressentido, que ansiava, não por dias melhores, mas pelo passado: que  pelo amor de Deus,  tudo voltasse a ser como um dia foi, ou que se explodisse para sempre. Tudo muito a flor da pele, lendo tudo isso nem parece que estou aqui, parece que morri lá atrás, anos-luz atrás, e outra de mim se pôs  aqui disposta a nunca esquecer, mas com conhecimento de si mesma suficiente pra saber que é possível passar por cima de qualquer coisa. Feridas e cicatrizes todo mundo tem, são troféus de todas as batalhas vencidas, perdidas, tanto faz.
Hoje, viver assim, em busca dos meus objetivos, por mais distantes que estejam, em razão dos meus amores, mesmo eles não vivendo pra mim, em favor do que eu acho certo, indo contra ou favor do que pensam os outros, me faz sentir bem e feliz, até os momentos tristes, parecem fazer minha alma sentir prazer em levantar-se. E sempre tento, não me me desculpar com a sociedade, ou culpabilizar pelas sumulas vinculantes que a felicidade me impõe e sigo prontamente, e é o que tem mantido minha quase-sanidade sob controle. 

domingo, 28 de abril de 2013

Fascinação


Os sonhos mais lindos sonhei.
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.

O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso quente, inebria e entontece.
És fascinação, amor.

VIVA ELIS. *-*