São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nota mental:



"Atrações físicas são comuns, conexões mentais são raras."
Cecilia Meireles

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Impulsos de felicidade

Se der vontade, vai embora, chuta o balde, encontra teu próprio aconchego, do lado certo, do lado oposto, do avesso, vai saber, qual o lado que te apetece.


Pequeno Pássaro

Eu posso ouvir teu pranto, tua infelicidade.
Que cresce e transborda, de dentro pra fora.
Que triste essa música, meu bem.
Teu olhar antes tão vivo, agora inunda de rancor a vida de quem é feliz.
Quem te fez tão triste?
O que fizeram com esse corpo, que anda oco, de onde posso ouvir o eco do teu coração.
Tum, tum, tumm. Não chores. 
Me dá a mão, deixa eu te guiar.
Não te aflijas se tudo que fizestes foi amar.
Que pecado a nisso, meu amor?
Quem encheu tua cabeça com essas palavras soltas, com todo esse ódio?
Que peso tem a sua alma...
Ela não dança mais. Ela não salta mais. Ela não vive e nem sorri.
Liberta tua felicidade, que anda presa, enquanto você tu te faz refém dos teus próprios medos.
Voa, meu amor.


Só em saber...






..

...que não se precisa ser o que os outros querem pra você,
só em se querer, como quem se quer mais pra si, que pra mais ninguém,

só de estar mais em si que em qualquer lugar, em qualquer beco que se possa imaginar,
só de se permitir amar qualquer alma, em qualquer corpo, por mais louco que pareça ser,
só em partir do porto mais seguro, sem saber onde se quer chegar (deixa a lama, se não tem grana, canta! ),
só em se não ter medo, da rua, da lua, da vida, e do amor,
só em não ter medo de ter prazer, de gozar, de ser sexy, de ser gente,
só de massagear o próprio ego, antes mesmo que alguém o faça (você é linda antes mesmo que alguém se dê conta disso),
só de se viver em paz interna e em plena confusão mundana,
só de se dançar um reggae, ouvir um rock, pagodear a tarde, sambar a noite, adormecer em bossa-nova, sabendo que o importante é acordar cantando,

só de mostrar o corpo sem culpa, sem forma, sem placa de sinalização,
só em aprender a cuspir as maldades alheias, pra que não envenenem o coração, e esculpir a felicidade no barro do quintal, sozinha ou não,


já se vive mais feliz.