São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pequeno Pássaro

Eu posso ouvir teu pranto, tua infelicidade.
Que cresce e transborda, de dentro pra fora.
Que triste essa música, meu bem.
Teu olhar antes tão vivo, agora inunda de rancor a vida de quem é feliz.
Quem te fez tão triste?
O que fizeram com esse corpo, que anda oco, de onde posso ouvir o eco do teu coração.
Tum, tum, tumm. Não chores. 
Me dá a mão, deixa eu te guiar.
Não te aflijas se tudo que fizestes foi amar.
Que pecado a nisso, meu amor?
Quem encheu tua cabeça com essas palavras soltas, com todo esse ódio?
Que peso tem a sua alma...
Ela não dança mais. Ela não salta mais. Ela não vive e nem sorri.
Liberta tua felicidade, que anda presa, enquanto você tu te faz refém dos teus próprios medos.
Voa, meu amor.


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