São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Livre.

Era sólido e dissipou-se no ar.
Uma canção que a vida fez silenciar.
Era um grão que o vento quis levar.
Mas esse sonho livre de viver mil amores e desembarcar no porto em que as extremidades do teu corpo clamam por prazer, faz parte, meu amor, da natureza desse ser.
Eu disse que você se apaixonou na hora errada, mas existe hora pra se apaixonar?
Se no mar que tu navegas já vivi uma eternidade,  tu foste como a água salina que invade os meus pulmões. Queima.
Me afogo.
Mas respirar é tão instintivo, meu bem, que nem notei que você estava ali, até o dia em que me sufocou.
Eu até gosto de sofrer assim, mas esse tal amor que sentes é muito pra mim.
Eu já te disse que não penses que descarto o teu amor por outro, por aí.
Mas é que nem só de amor vive o homem que sabe por onde ir.
Nas extremidades do conflito, tão promíscuos meus pensamentos sobre o meu corpo.
Nas extremidades das relações, do coração, falta de razão.
Tão extremo que rasgou a goela, pulou do barco, fugiu das mãos como um sabonete velho, foi embora e morreu sem ar.

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