São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Fire.

Porque estar com você é agarrar-se a uma bomba na iminência de explodir, é não deixar-te pelos encantos da insegurança de se estar feliz, é saber dos perigos que me rondam e sentir o nó das minhas cicatrizes se acumularem na minha garganta e mesmo assim colocar a mão para a tua faísca vir pegar, porque eu sei que no fundo, eu só gosto quando machuca. Eu sei, que eu ando por aí flertando com os precipícios, namorando caminhos pedregosos, procurando farpas pra me cortar, mas é do fogo que eu gosto. Eu tenho aquela certeza plena de que você só vem pra me machucar, você só vem pra me roubar certa parte que eu só dou conta quando você leva, é a paz que eu reuni catando agulhas pra espetar meu seio, dia após dia. Nós fingimos muito bem que amanhã tudo estará bem, que tudo estará certo, mas nós sabemos que nós somos fogo, nós somos labaredas potencialmente auto-destrutivas, nós fingimos que somos feitas de matérias diferentes, mas no final somos nós duas uma só chama. Aquece, encanta e destrói. 



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