São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Eu nunca duro até o fim do dia.

Muitas vezes, eu tenho a sensação convicta de que não duro até amanhã.
Eu nunca duro, sempre sou outra.
A que começou esse texto morreu.
O que perdura ainda sou eu e não sei se duro até o fim.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O que dói.

Um dia era lágrima escorrida, no outro veneno amargo, algumas vezes eram amores tóxicos ou dedo em feridas inflamadas. Uma noite era choro abafado no travesseiro, de dia era machado batendo no peito. Se doía? Óbvio que doía. Mas seguia dizendo: tudo bem, tudo bem, está tudo bem. Queria eu acreditar! Mas uma lágrima escorria e pra dar coragem pra seguir, só tomando mais um gole do veneno, pra despertar me arranho a carne, seguro na mão áspera da dor e vou.