São asas que eu nunca pude usar.

Um diário. Um desejo. Um desabafo. Um desaforo. Um suor que escorre do coração aos dedos. Uma insônia que atormenta. Um medo, que transborda. Pensamentos que reviram e remexem e acabam vindo parar aqui.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Desabrochar

Entender a vida e os propósitos de cada coisa é uma missão mais que difícil pra mim, ser humano falho, que precisa evoluir. Tenho um milhão de defeitos, tenho pouquíssimas qualidades e quem gosta de mim, gosta do que vive internamente em mim e aos poucos se expõe. O processo de desabrochar sua própria essência, exige coragem. Encontrar-se é um processo de construção [e desconstrução] infinito. Durante as madrugadas em que não durmo, choro e rio, lembro e me arrepio a pele. Que bom lembrar do passado, que bom não estar mais nele. Que bom ter vivido, me apaixonado, amado, sofrido como toda gente, de maneira tão única. Que bom ter superado. Que bom saber que posso amar você, assim, pra me deixar feliz e depois chorar feito louca minhas lágrimas de maquiagem escorrida, preta e cinza. Destruir-me como a folha que escrevi nosso nome. E reconstruir-me com a mesma intensidade infantil de quem eu tive que ser pra chegar aqui.